quinta-feira, 28 de maio de 2009

Petar







Localizado no sul do Estado de SP, nas cidades de Apiaí e Iporanga, está o PETAR. Parque com mais de 300 cavernas, dezenas de cachoeiras, trilhas, comunidades tradicionais e quilombolas, sítios arqueológicos, paleontológicos... é realmente um verdadeiro paraíso escondido entre vales e montanhas.
Criado por um decreto, em 1958 (Governo do Estado de SP), com cerca de 35 mil hectares de Mata Atlântica preservada, tornou-se depois da década de 90 um dos locais perfeitos para a prática de alguns esportes radicais, com espeleo, rapel, bóia cross, cascading, bike e, de algumas atividades, como educação ambiental e fotografias.
No Petar você irá encontrar milhares de espécies de aves, mamíferos de grande porte, como pacas, antas, bugios, e muitas espécies de bromélias, orquídeas, palmito juçara, alem de uma imensa quantidade de córregos e rios com águas transparentes.
As cavernas existentes oferecem vários níveis de desafios. Há desde cavernas com enormes rios, escaladas, mergulhos e rapeis à cavernas com estruturas turísticas, escadas, passarelas e pontes.
Existem 4 Núcleos de Visitação no PETAR, todos prá facilitar o controle de turistas e proteger de forma mais organizada esse rico patrimônio. Eles estão localizados estratégicamente, como o Núcleo do Ouro Grosso, que fica no Bairro da Serra (Iporanga) e serve de base de apoio para cursos de monitoria ambiental, seminários, reuniões e de alojamento para escolas públicas.

terça-feira, 12 de maio de 2009

História do Montanhismo


As primeiras técnicas de montanhismo foram desenvolvidas em Chamonix, na França. Em 1760, o estudante Horace Bénédicte de Saussure, estudando as feições do Mont Blanc, descobriu que se cume poderia ser conquistado. Durante muitos anos, ele percorreu aldeias da redondeza oferecendo uma recompensa para quem conseguisse tal conquista. Horace só foi encontrar quem ousasse o desafio, no ano de 1786. O médico Paccarde e o caçador Jacques Balmar venceram os obstáculos e alcançaram o topo. A partir de então, o caminho estava aberto. As dificuldades técnicas começaram a crescer, já que os adeptos do montanhismo se multiplicavam e, com eles a vontade de alcançar altitudes cada vez maiores. Mas foi em 1953 que o homem chegou ao topo do mundo. O alpinista Edmund Hilary e seu companheiro Tensing Norgay pisaram pela primeira vez o cume do Monte Everest.O primeiro clube de montanha do mundo, o Clube Alpino de Londres, foi criado em 1857. Com ele, o esporte passou a se organizar e ganhar adeptos. Em 1879 ocorreu a conquista do Aconcágua; em 1889, do Kilimanjaro, na África; em 1907 do Trisul, no Himalaia e em 1913, do Mckinley, no Alasca.No Brasil, a primeira conquista foi em 1817 com a escalada da faze leste do Pão de Açúcar pela inglesa Henriqueta de Carsteirs, em companhia de seu filho. Depois de diversas tentativas, o topo do Dedo de Deus foi conquistado em 1912, por um grupo de amigos de Teresópolis. Em 1919, foi fundado o Centro Excursionista Brasileiro, que serviu para difundir o montanhismo no Brasil. O montanhismo é uma atividade esportiva que se baseia no ato de atravessar montanhas, com ou sem a utilização de equipamentos. O termo geralmente é confundido com alpinismo, devido às famosas conquistas dos Alpes europeus. A atividade é um gênero dentro do excursionismo, que nada mais é do que a convivência pacífica com ambientes naturais.Quem pratica o esporte deseja entrar em perfeito contato com a natureza usufruindo tudo o que ela pode oferecer, sem prejudicá-la. No Brasil, o marco inicial da atividade foi durante a primeira metade do século XIX, quando já eram registradas subidas à Pedra da Gávea, no Rio de Janeiro.Hoje o montanhismo vem ganhando cada vez mais espaço entre os esportes, sendo muito procurado principalmente por quem para fugir do stress e deseja ter um contato maior com a natureza.Para o presidente do Centro Excursionista Brasileiro, Francesco Berardi, o fator do crescimento é mesmo a paz que o esporte traz. "O montanhismo é antes de tudo uma maneira de esquecer os problemas das grandes cidades".


Preserve a natureza. Esse é o lema de todo montanhista, que tem como princípio praticar um esporte sem modificar as características do local. Uma regra básica é a de que todo lixo que for levado deve ser trazido de volta.Sempre esteja acompanhado de alguém que já fez o percurso. Essa pessoa poderá dar dicas e auxiliar durante o trajeto.Leve sempre suprimentos de reserva. Nunca se sabe o que poderá acontecer, portanto seja precavido e evite qualquer surpresa.Antigamente as montanhas eram tidas como território de dragões e seres alienígenas. Toda essa superstição durou muitos anos e só foi quebrada em 1492, quando o alpinista Antoine de Ville escalou o Monte Aiguille, na França.




Pico dos Marins



O Pico dos Marins, com seus 2.420,7 metros de altitude, localizado no município de Piquete (SP), é considerado o segundo ponto mais alto do estado de São Paulo, mais baixo apenas que a Pedra da Mina, na divisa entre São Paulo e Minas Gerais, na Serra da Mantiqueira.

O local é bastante recomendado para a prática do ecoturismo devido à sua grande beleza que, nos dias e noites de boa visibilidade, possibilita avistar várias cidades ao seu redor, com mais de 1500 metros de desnível.

É um roteiro ideal para quem quer caminhar, literalmente, acima das nuvens numa viagem às Cristas da Mantiqueira. Ao meu ver, é uma das trilhas mais interessantes da região Sudeste do Brasil, exatamente pelo grau de dificuldade: médio/pesado.

Saindo de São Paulo ou Rio de Janeiro, pegar a rodovia Presidente Dutra e seguir até Lorena. Depois pela BR-459 em direção a Itajubá. Ao passar pela cidade de Piquete, numa curva dois quilômetros à frente, há uma estrada que segue reta. É a saída para a trilha. Logo nos primeiros quilômetros da estrada, ainda asfaltada, avista-se o Pico dos Marins pela parte traseira e o aventureiro já poderá ter idéia do que está por vir.

Após percorrer cerca de oito quilômetros de curvas e mais curvas, afinal estará numa serra, encontrará um pequeno vilarejo encravado no pé da Serra, com gente bastante hospitaleira, um destes lugares simples e onde ainda existe o refrigerante tubaína envasada nas antigas garrafas escuras. Vale a pena parar e trocar um dedo de prosa, para depois seguir a jornada.

A emoção da trilha começará a partir deste ponto, quando se inicia a estrada de terra e o visual da paisagem se torna cada vez mais encantador, ideal para as primeiras fotografias do passeio. Irá percorrer uma estrada que poucas pessoas conhecem.

Para atingir o cume dos Marins, a aventura torna-se uma verdadeira escalaminhada, isto é, usa-se mãos e braços para ganhar altura. É uma caminhada marcante tanto pela árdua subida, como pela paisagem que irá apreciar. Do respectivo cume, a bela visão panorâmica mesclada com a vegetação e as imensas rochas darão uma sensação de vitória aliada à recompensa.

O ponto mais gratificante de toda a aventura será o pôr-do-sol, que poderá ser assistido acima das nuvens. No acampamento de montanhas, à noite, avistará as luzes que iluminam várias cidades do Vale do Paraíba. Outro momento de grande contemplação será o nascer-do-sol, com os primeiros raios que refletem no céu e nas montanhas com várias cores, entre o azul-violeta até o vermelho-laranja-prateado. O Pico dos Marins é, sem dúvida, um dos lugares de nascer-do-sol mais belo da Serra da Mantiqueira.

segunda-feira, 11 de maio de 2009

PICO DO OLHO D'ÁGUA

Localizado em Mairiporã/ no Bairro Ecológico Sierra Madre, com acesso a partir da Alameda Dr. Alípio Leme e Avenida Ecológica do Pico Olho d'Água (cerca de 4 km do centro). A maior parte do trajeto é pavimentada e orlada de árvores nativas e flores, porém carente de placas indicativas.No alto do Morro do Juqueri, desfruta-se de vista panorâmica privilegiada, formada pelo centro urbano, canal e Prainha do Rio Juqueri, Represa Paiva Castro, relevo serrano e conturbação das
cidades de Franco da Rocha e Francisco
Morato.
O topo do morro, com altitude superior a 1.000 m, é relativamente plano, com pedras grandes e quase que totalmente sem arborização. Destaca-se um bosque de pinheiros, propiciando sombra e locais propícios para repouso e piqueniques.Um trecho do morro é utilizado por praticantes de paragliding com maior experiência, devido às dificuldades do salto. Trilhas que saem do local - Urubu, Sabão e Saracura - atraem esportistas de mountain bike (downhill) e trekking. Porém a maior parte dos usuários chega de automóvel para o lazer contemplativo.














A área tem potencial para desenvolvimento de turismo educativo com prática de orientação regional, informações dos 4 pontos cardeais, observação astronômica, área de lazer com equipamento rústico para descanso e piquenique.